sábado, 28 de março de 2015

Tradições religiosas






Não posso crer nas tradições só porque elas têm sido mantidas de geração em geração, nem posso confiar em tudo que escuto só porque parece vir de Deus, prefiro confiar na experiência vivida com Cristo, na emoção de sentir Sua presença todos os dias cada vez que O busco em oração e aceito Sua verdade como a minha verdade.

Tradições religiosas






Não posso crer nas tradições só porque elas têm sido mantidas de geração em geração, nem posso confiar em tudo que escuto só porque parece vir de Deus, prefiro confiar na experiência vivida com Cristo, na emoção de sentir Sua presença todos os dias cada vez que O busco em oração e aceito Sua verdade como a minha verdade.

sábado, 7 de março de 2015

Exôdo 32 = O bezerro de ouro



 
Trocando Deus por qualquer coisa

O ser humano, por natureza é um ser precipitado e tende a querer que Deus aja à sua maneira, por isso, alguns acabam preferindo os ídolos; outros preferem ser ateus; outros ainda preferem reclamar da vida, de Deus e de tudo.
Porque parece que para os seres humanos é preciso ver alguma coisa para continuar crendo.
Como diz irmã Marlene: "a fé deles é móvel".
Ela quis dizer que a fé dessas pessoas não está exatamente e exclusivamente posta em Deus, mas naquilo que seus olhos são capazes de enxergar.
Deus fez maravilhas entre o povo israelita, mas, Moisés demorou a descer do monte (v. 1). Os motivos para que abandonemos a fé são muito fúteis. Provavelmente por isso, Paulo escrevendo aos Gálatas disse: "Corríeis bem; quem vos impediu de obedecer à verdade?" (Gálatas 5:7).
No livro de Jeremias Deus faz uma lamentação dolorosa sobre os seres humanos:
"Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas." (Jeremias 2:13).
Como bem perguntou Joni Aerackson:
"Quando você se depara com o melhor, por que vai gastar sua sede bebendo o pior?"
Porém, é impressionante como o ser humano busca o pior quando Deus lhe oferece sempre o melhor.
Veja que até Arão que foi constituído pelo próprio Deus a sacerdote foi com a maioria (Êxodo 32:2-5).
Isso está acontecendo em nossos dias. Muitos líderes estão se deixando levar pela maioria e estão correndo atrás de cisternas rotas que não podem matar a cede.
E dessa forma, um cego tem guiado outro cego.
Prefiro admitir minha cegueira, para que Deus me guie pelo caminho perfeito.
Admitindo minha própria cegueira, posso ajudar outros a confiarem no Senhor para serem guiados por Ele.
Queremos andar com as próprias pernas, mas, como disse Jesus, sem Ele nada podemos fazer.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Contradições da Bíblia



Deus proíbe ou não proíbe a mentira?

Deus proíbe a mentira (Êxodo 20:16) o mesmo Deus permite a mentira (1 Reis 22:22).

"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." (Exodo 20:16).

"Respondeu ele: Eu sairei, e serei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Ao que disse o Senhor: Tu o induzirás, e prevalecerás; sai, e faze assim." (1 Reis 22:22).

Seria essa uma contradição?
Analisemos:

A ordenança em êxodo é não dizer falso testemunho contra o próximo.
O contexto de 1 Reis revela um profeta cheio de ironias (v.15).
No versículo 17 o profeta Micaías dá o recado real de Deus, sem nenhuma ironia.
Do versículo 19 até o versículo 23 o profeta fala de uma visão. No v. 20 o verbo usado é induzir, que significa instigar. Não há nenhum falso testemunho aqui.
O v. 22 nos mostra que o espírito mentiroso iria apenas instigar, sugerir aos profetas que falassem aquilo que eles já faziam tão bem, que era mentir. Veja que o rei odiava a Micaías porque ele nunca profetizava nada bom a seu respeito (v.8). Isso significa que seus falsos profetas só profetizavam coisas boas a seu respeito e ele não estava nem um pouco interessado na verdade, mas apenas em ouvir coisas agradáveis.
Veja que os falsos profetas de Baal ainda quiseram persuadir a Micaías a falar as mesmas mentiras que eles estavam falando para o rei, pois todos eram unânimes em bajulação (v. 13).
Micaías, porém estava mais interessado em obedecer ao Senhor (v.14).
No fundo o rei sabia a verdade, mas preferia a mentira, porque lhe parecia mais agradável (v.16).
Micaías, ironicamente profetizou o mesmo que os outros profetas, não seria esse um motivo para ele se alegrar? Porém, não foi isso que aconteceu, ele insiste para que Micaías fale apenas a verdade de Deus.
Então, o que aconteceu nessa passagem é apenas o fato de que Deus entrega o ser humano à própria consciência, só isso.
Acabe sabia exatamente qual era a vontade de Deus, mas preferia viver sua própria vontade. Preferia a mentira a ter que enfrentar a verdade, então, Deus apenas o entregou a própria consciência.
Não houve falso testemunho aqui, o espírito falou apenas aquilo que Acabe gostaria de ouvir, porque era isso que ele queria.
O papel dos espíritos maus é tentar os seres humanos, foi para isso que eles foram criados.
O livro do Êxodo diz para os humanos que não se deve levantar falso testemunho e essa ainda continua sendo a idéia de Deus, porém os espíritos maus foram criados para tentar os homens e eles só estavam cumprindo a missão deles.
Se Acabe estivesse interessado na verdade, ele teria dado ouvidos a Micaías, mas o seu interesse era apenas o de alimentar o próprio ego, por isso, ele preferiu acreditar naquilo que quiz acreditar.
Veja que no versículo 30 ele tenta um disfarce a fim de que as palavras de Micaías caíssem por terra.

Conclusão:

Os espíritos malignos foram criados justamente para tentar o homem, essa é a missão deles e foi para eles que o Senhor deu permissão para mentir. Para os seres humanos, a ordem continua sendo a mesma:
 "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." (Exodo 20:16).
Portanto, não há nenhuma contradição aqui.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Lei da semeadura

Primeiro nós vamos estudar o que é a Lei da semeadura, depois refutaremos a ideia de barganha dos pregadores de telhado.

Mateus 13

Do versículo 1 ao versículo 23 a semente a que Cristo se refere é a Palavra de Deus.
Do versículo 25 até versículo 38 a boa semente são os filhos do Reino (38).  
Em Marcos 4:14 Jesus diz que o semeador semeia a Palavra (não dinheiro). 
Lucas 8:11 reforça a ideia de que a semente é a Palavra de Deus. 
2 Coríntios 9 é a passagem predileta dos pregadores de telhado para extorquir dinheiro dos incautos.
Então vamos analisar o contexto: 
Paulo começa o texto falando sobre ministração, (a palavra ministração significa serviço) em favor dos santos (2 Coríntios 9:1). 
Depois ele se diz orgulhoso perante os macedônios pelos irmãos da Acaia por causa do zelo que tinham em receber e servir outros irmãos (2 Coríntios 9:2).
Portanto, esse versículo também está falando do serviço.
Paulo, se gloriava tanto dos acaias aos irmãos macedônios que ficou com medo de envergonhá-los caso ele levasse algum irmão macedônio com ele pra Acaia 
e os irmãos de lá não estivessem preparados para recebê-los com hospitalidade. Então, Paulo envia alguns irmãos para a Acaia para saber se eles estão preparados para 
receber a Paulo e provavelmente algum irmão macedônio que quisesse ir com ele (2 Coríntios 9:3-4).
Paulo julgou necessário enviar esses irmãos a Acaia para que não parecesse extorsão ele chegar na igreja acompanhado e assim dar despesas que os acaios não estavam 
esperando.  
Ele sabia que os irmãos eram hospitaleiros,  mas não queria que parecesse abuso de sua parte, por isso enviou os irmãos, 
para saber se eles podiam recebê-los com a assistência que tinham prometido (2 Coríntios 9:5). Veja que até aqui o capítulo fala de assistência aos santos da Macedônia. 
É o que acontece hoje em dia, algumas igrejas se reúnem para fazer intercâmbio e a igreja que vai receber faz um lanche, prepara um local para que os irmãos tenham 
onde tomar banho, trocar de roupa e até dormir se for o caso...
E isso é muito mais do que dinheiro, aliás, é algo que o dinheiro jamais poderá comprar. 
O versículo 6 de 2 Coríntios 9:é o versículo predileto dos pregadores da doutrina da prosperidade, por isso, vamos estudá-lo minuciosamente e com cuidado.
"Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará," (2 Corintios 9:6).
Já vimos nos versículos anteriores que Paulo estava falando de serviço, de assistência aos santos. 
Aqui Paulo está falando de uma lei universal e imutável que aponta para o óbvio:
Quem semeia pouco colhe pouco.
Quem semeia muito colhe muito, isso é óbvio. Porém o contexto do assunto é: assistência aos santos, ou seja, a semente da qual Paulo estava falando para ser semeada 
dizia respeito a hospitalidade, amor fraternal. Nada tinha haver com dinheiro. 
Tudo o que fazemos nessa vida diz respeito a lei da semeadura, veja o que diz Provérbios 22.8: "O que semear a perversidade segará males..."   
Oséias 8:7 diz: "Porquanto semeiam o vento, hão de ceifar o turbilhão". 
Precisamos lembrar que a plantação  vai depender da semente. E a colheita dependerá da qualidade dessa semente e a qualidade tem haver com a intenção do coração. 
Veja o que Paulo diz em 2 Coríntios 9:7:  "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá 
com alegria." 
Nesse versículo Paulo fala sobre a qualidade da semente: não com trsiteza, nem por constrangimento, mas com alegria, seguindo o desejo do coração.
Dá com alegria significa doar pelo prazer de fazer o bem.
Dá por constrangimento significa doar sem poder dar o que se tem. Muitas pessoas, por exemplo, deixam de pagar suas contas porque se sentem obrigadas a ofertar 
ou dizimar; isso é doar por constrangimento.
Dá com tristeza significa doar sem prazer, doar sem vontade. O que Paulo está querendo dizer é que Deus só fica satisfeito com a doação que é feita pelo simples prazer
de abençoar quem recebe, sem pensar no que pode receber de volta. 
"E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;" (2 Corintios 9:8).
Esse versículo destrói completamente a lei da semeadura dos pregadores de telhado, pois ele nos ensina que primeiro recebemos para depois doar. 
Ninguém pode dar o que não tem!
O versículo mostra que Deus em Sua graça supre nossas necessidades, a fim de que tendo em tudo, toda a suficiência possamos abundar em toda a boa obra.
A lei da semeadura dos pregadores de telhado reza que primeiro você planta para só depois colher. Onde você vai arranjar a semente para plantar é problema seu.
A lei da semeadura de Cristo diz o contrário: Deus lhe dá as sementes, você planta e depois colhe. 
De graça você recebe, de graça você dá. Sem barganha, sem pensar em receber nada em troca. Apenas doa porque tem em tudo a suficiência.
O versículo 9 enterra completamente a lei da semeadura dos pregadores de telhado: "deu aos pobres". Os que pregam a doutrina da prosperidade dizem que o que você doa 
investe no Reino, mas eu não vejo nenhum deles abençoando aos pobres, o que vejo são eles comprando carrão, avião, casarão... 
E engordando suas contas bancárias enquanto os pobres continuam pobres ou se misturam a eles com o nada que têm, "arrumam" sementes de qualquer jeito 
e plantam a fim de conseguirem colher em abundância e assim sair da miséria. De incautos em incautos eles constroem um reino imaginário que eles chamam de reino de deus. 

"Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça." (2 Corintios 9:10).

O versículo começa falando de Deus, que é quem dá a semente e supre as necessidades dos que se doam. Depois fala do ato de justiça do ser humano que recebeu a semente 
e a plantou. Ou seja, já que minhas necessidades foram supridas por Deus, é justo que eu também ajude outras pessoas em suas necessidade.
Se eu planto o que é justo, logo, colho o que é justo.
Não estou dizendo com isso que não devemos doar dinheiro para os que trabalham na obra do Senhor, o que estou dizendo é que a Lei da Semeadura que se prega hoje 
não tem muito haver com Lei da semeadura que Cristo pregou e que Paulo pregou.
O que estou dizendo é que devemos doar o que temos, com alegria e sem barganha
Pedro (1 Pedro 1:23) disse que Jesus para nos salvar semeou uma semente incorruptível e pela Palavra de Deus que permanece para sempre. 
A semente que Cristo semeou todos nós sabemos que foi a própria vida.
O Evangelho da semeadura que a Bíblia se refere não tem haver com dinheiro, tem haver com entrega, com pregação do Evangelho, tem haver com doação voluntária 
a quem está necessitado (1 Coríntios 16:17). As primícias para Paulo não tinha nada haver com dinheiro, tinha haver com vidas no altar de Deus (1 Cor. 16:15). 
Com sujeição e trabalho voluntário (1 Coríntios 16:16). 
A oferta voluntária tinha um sentido: era para que houvesse igualdade entre irmãos (2 Cor. 8:14). Paulo aceitou salário de uma igreja da qual ele recebeu em despojo, 
porém jamais usou esse dinheiro em benefício próprio, ele aceitou salário para poder servir a igreja de Corinto (2 Cor. 11:8). Veja que ele diz no versículo seguinte 
que no meio deles tinha necessidade. Como alguém que recebia salário poderia passar necessidade se não estivesse usando esse salário para suprir a necessidade de outros
e não a dele? Paulo doava-se aos Coríntos e os irmãos da Macedônia doavam-se para Paulo. Isso é Lei da Semeadura. É um suprir a necessidade do outro em amor.
O que Paulo fez tinha haver com dinheiro? Não, porque o dinheiro que ele recebeu era usado para o serviço, e não para suprir suas vaidades ou necessidades próprias. 
Então tinha haver com caridade, tinha haver com doação, tinha haver com desejo de igualdade. Paulo só queria ajudar e jamais ser pesado para alguém. 
A lei da Semeadura tem haver com a participação nas aflições dos aflitos, suprindo suas necessidades físicas, emocionais e espirituais (Filipenses 4:14-18). 
Isso sim, é oferta aceitável a Deus.
A Bíblia nos ensina a suprir as coisas necessárias aos irmãos na fé (Tito 3:13-14), em momento algum ela nos ensina a encher os bolsos dos pastores de dinheiro a fim 
de que eles comprem carrões e aviões do ano dizendo que é para fazer a obra do Senhor, porém estão suprindo a necessidade da própria vaidade. 
Devemos acudir aos santos nas suas necessidades (Romanos 12:13).
A Lei da Semeadura é uma troca: eu recebo em generosidade e converto o que recebi em ações de graças.
Paulo também deixa claro que a ministração desse serviço é para suprir a necessidade dos santos. Talvez as "necessidades dos santos" tenham mudado, 
por isso pede-se tanto dinheiro nas igrejas e talvez pelo mesmo motivo não tenhamos visto por parte dos "santos" tantas ações de graças a Deus.  
Pagar para se obter favores de Deus é barganha e Deus não é Deus de barganha.
O que o homem poderia dar para Deus que Ele já não tenha? Ele é dono de tudo, até da nossa vida! (Marcos 8:37).
Não precisamos barganhar com Deus, o que precisamos é nos humilharmos diante Dele a fim de que Ele nos receba como filhos, porque Ele sabe dar boas dádivas aos 
seus filhos (Mateus 7:11).
Se Deus não poupou seu Filho por nós, o que mais Ele pouparia?
Só precisamos ser filhos de Deus. E segundo a Sua vontade, tudo o que precisarmos Ele nos dará. Porque Ele é fiel à Sua Palavra.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Recomeço

Não podemos apagar nosso passado, mas podemos escrever uma nova história.


Antes de Cristo



Depois de Cristo








As imagens falam por si só. Nem precisaríamos escrever nada para entender o quanto Cristo muda a vida de um ser humano, mas o mesmo anseio que o velho homem tinha pelo pecado, o novo homem tem para testemunhar sua fé.
O nome dele é Anderson Vieira de Lima, mais conhecido como Andim de Ageu, ele mora em Cabrobó, no estado do Pernambuco e abaixo ele conta um pouco da sua história para mostrar para todos os que estão do mesmo lado que um dia ele esteve que existe um caminho melhor.


2 Coríntios 5:17

"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram; eis que tudo se fez novo."

Antes da minha conversão, eu vivia uma vida horrível! Era viciado em cocaína, crack, maconha, cola e fazia tudo o que desagradava a Deus.
Por muitas vezes tranquei minha esposa e minhas filhas dentro do quarto e ia usar drogas com aqueles que eu considerava meus amigos.
Minha mãe, vendo minha situação começou a orar, jejuar e pedir a Deus que me libertasse daqueles vícios e da minha vida errada. 
No final do ano de 2012 ela sonhou que se eu não confiasse a Cristo a minha vida e o convidasse para ser o Senhor da minha vida eu seria preso. Em vez de escutá-la fui beber e usar drogas. Em janeiro de 2013 fui preso. No sábado minha mãe veio me visitar e me fez lembrar do seu sonho e a lembrança de suas palavras me fizeram entender o quanto eu estava longe de Deus. No domingo recebi a Cristo como Senhor da minha vida e como único e suficiente salvador. 
Para honra e glória do Senhor, posso dizer que Ele tem me ajudado a escrever uma nova história para minha vida. Fui liberto dos vícios, parei de maltratar minha esposa e minhas filhas, fui batizado e tenho buscado no Senhor constantemente refúgio e abrigo seguro.
Sou feliz por não ser mais motivo de tristeza para meus familiares e muito mais feliz ainda em saber que Deus me tirou das trevas e me trouxe para sua luz. Que Ele tirou de mim o espírito mundano e me deu o Seu Espírito Santo. Arrancou de mim o coração de pedra e me deu um coração de carne, capaz de amar e respeitar os meus semelhantes e adorar a Deus acima de qualquer coisa.
Deus tirou de mim o desejo de desagradá-lo e me deu um grande desejo de pregar Sua palavra, ainda na cadeia eu falava daquilo que Deus havia feito em minha vida. De 15 em 15 dias prego o Evangelho na escola e volto sempre que posso a cadeia para mostrar para os que estão lá, na mesma situação em que eu estive, o quanto Deus foi misericordioso comigo e o quanto Ele será misericordioso para com aqueles que se entregarem a Ele.
Descobri que Deus foi a solução para a minha vida errada e que Ele é a solução para aqueles que estão errantes.


"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e ele tudo fará"
Salmos 37:5

Se quiser, pode nos fazer uma visita na Igreja Batista Missionária de Cabrobó, ela fica próxima a Aquarela Móveis; você certamente será muito bem vindo.
Agradeço a Deus pela oportunidade de dividir com o mundo uma parte da minha história.
Que Deus abençoe a sua vida e obrigado por ler.

Anderson Vieira de Lima


segunda-feira, 24 de março de 2014

Crime e castigo de Fiódor Dostoievski


O personagem principal do livro é Rodion Românovitch Raskólnikov, um estudante que cria uma tese: Os indivíduos se dividem em duas categorias: os ordinários e os extraordinários. Os ordinários são pessoas corretas, que vivem na obediência e não podem transgredir a lei. Já os extraordinários são os que podem tudo, podem cometer crimes, violar leis e ficar impunes pela única razão de serem extraordinários. Segundo Raskónikov os seres extraordinários tomam o poder à força e dominam os seres ordinários.
Em nome de uma ideia que talvez venha construir benefícios para toda a humanidade, os seres extraordinários criam novas leis para violarem as antigas leis que até então vinham sendo seguidas e obedecidas rigorosamente pela sociedade e transmitida de geração em geração.
Todas as pessoas que se elevam acima da média Raskólnikov considera um ser extraordinário. Mesmo que sejam criminosas, se essas pessoas conseguem criar algo novo, ideias novas, palavras novas, etc., essa pessoa pode ser considerada extraordinária.
Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido aclamado como herói Raskólnikov se comporta como uma pessoa extraordinária e mata duas pessoas. A primeira ele planejou matar, a outra foi apenas "queima de arquivo", ela presenciou o crime e por isso foi morta.
Por alguma razão alguém assume a culpa pelo crime e Raskólnikov poderia sair ileso e sem nenhuma culpa se não fosse pela sua consciência.
Esse jovem estudante e inteligente almeja poder para mudar o mundo de miséria ao seu redor e em nome dessa ideia se coloca acima da lei e tenta de todas as formas trabalhar a culpa, pois um ser extraordinário não sente culpa, apenas faz o que tem que ser feito porque sua ideia é superior a qualquer lei.
A consciência de Raskólnikov o castiga, não pelo arrependimento, mas pela tentativa de convencer a si mesmo que não cometeu crime nenhum.
Um homem extraordinário deve fazer jus ao sinônimo de “mau” e nunca entrar em conflito com sua índole. Deve estar acima de tudo e não sentir nenhuma culpa por isso. Raskólnikov descobriu que ele próprio não era um ser extraordinário quando dominado pela culpa confessa seu crime mesmo sabendo que poderia ficar impune a ele.
No trajeto de sua história aparecem diversos personagens com índoles questionáveis, outros de boa índole em histórias que se cruzam e conduzem o leitor a várias reflexões sobre o comportamento humano, sobre julgamentos antecipados, etc. 
O que me fez gostar muito do livro foi a maneira como Dostoievski me conduziu a reflexão sobre punição, por exemplo: A personagem Sonia Siemionova se torna prostituta para sustentar sua família. Seu pai era um bêbado e por causa do vício não conseguia sustentar a família, sua madrasta era tísica e seus irmãos pequenos precisavam comer. Em sua cabeça ela tinha um motivo justo e por isso mantinha sua pureza e integridade de coração. Ela nunca cometeu nenhum crime, mas a sociedade não lhe ajudou, lhe julgou e a vida lhe puniu. Por outro lado Pyotr Petrovich é um homem egoísta, que resolve se casar com uma menina honesta, sem dote, e que tivesse tido privações. Na opinião dele mulheres assim não têm o direito de desejar que o homem deva obrigações à esposa; antes é conveniente que ela veja no marido um benfeitor. Com toda essa arrogância Pyotr Petrovich é respeitado pela sociedade, porque tem dinheiro e uma boa posição social.

Raskólnikov inclusive coloca esse pensamento em pauta quando pergunta para Sónia qual dos dois seres humanos mereciam morrer Pyotr Petrovich ou Catierina Ivánovna (sua madrasta)?

Catierina Ivánovna era apenas uma mulher tísica, que já fora da alta sociedade, mas perdera seu pai e seu primeiro marido e casara com um bêbado e agora se tornara uma mulher desventurada e miserável. Enquanto que Pyotr Petrovich era um canalha arrogante, obsessivo e porco chauvinista.


Diante desse questionamento me peguei a pensar como punimos as pessoas e as julgamos precipitadamente por um conceito preconcebido que a “sociedade”, seja ela religiosa ou social criou.

A cada livro que leio me encanto mais com a ideia de Cristo de amar as pessoas como elas são e deixar que Ele e somente Ele mude o que precisar ser mudado.

Tô cansada dessa mentalidade de vitrine onde o que conta é o exterior.

Tô cansada desse cristianismo lustra móveis que mente para fazer as pessoas serem melhores do que realmente são.

Como disse Glênio Fonseca Paranaguá: “Nada pode ser mais absurdo do que ver o indigno tentando vestir-se de dignidade para poder ser aceito pela graça de Deus”.


Não posso contar o final do livro Crime e Castigo, mas posso dizer o que aprendi com o final: “só o arrependimento genuíno, que geralmente acontece quando encontramos o amor que liberta, pode nos salvar de nós mesmos, dos nossos demônios interiores, da nossa roupagem camuflada de bondade e piedade inexistente”. Há quem diga encontrar esse amor em coisas, pessoas, religião, etc., eu porém, só encontrei esse amor em Cristo.


Resumindo: é um livro que vale a pena ser lido. Abro um Parêntese apenas para as pessoas que estão começando agora no mundo da leitura: leiam outros livros antes de lerem qualquer livro de Dostoievski, caso contrário a leitura será cansativa.